Branco

Sinto sua falta
Única certeza
Sentir-me em alta
Ver com clareza

Tristeza ad infinitum
Mal me fazia
Vacuum like a balloon!
Nada me trazia

Branca como neve, como poesia
vinha na caneta, que mal me faria?

Larguei-te por outras pessoas
Largaste-me nas sarjetas
Largo a ti minhas coisas
Logro de novas drogas

Guardar – Antônio Cícero

Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.

Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por
admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.

Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por
ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
isto é, estar por ela ou ser por ela.

Por isso melhor se guarda o vôo de um pássaro
Do que um pássaro sem vôos.

Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e declama um poema:
Para guardá-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.

Antônio Cícero

Reflexos

Olhei no espelho
Estranhos me observavam

Sempre fui assim?
Aí de mim

Cadê meu aparelho?
Quando me mudaram?

Deus, porque me pune?
Tens culpas que não se Com a instalação do gasoduto Brasil-Bolívia, a quota de participação do gás natural na geração de energia elétrica no Brasil será significativamente ampliada. Ao se queimar 1,0 kg de gás natural, obtém-se 5,0 x 107 J de calor, parte do qual pode ser convertido em trabalho em uma usina termoelétrica. Considere uma usina queimando 7 200 quilogramas de gás natural por hora, a uma temperatura de 1 227 °C. O calor não aproveitado na produção de trabalho é cedido para um rio de vazão 5 000 L/s, cujas águas estão inicialmente a 27 °C. A maior eficiência teórica da conversão de calor em trabalho é dada por:
Olhares cruéis e com novas facas

Esses reflexos do passado
passam-se para o meu presente

Memória, doce veneno da lerdeza crônica

Revi hoje um bom dia
Lembrei de uma fala estranha
Por algum tipo de custódia
Entendi o que estava nas suas entranhas

Sua doce corrupção
Odeio e amo
Imperfeita emoção
Solitários estamos

Violência, sexo
Amor, ódio

Queria esquecer mais
Mas não ocorre jamais

Perdoo e invejo-te

Lembro todo dia porque te odeio
E você nem de mim lembra

Amo e odeio-te

Nada de ínfimo
Mas guardo-te no íntimo

Ó memórias
Mene de Dawkins
Notórias
Solidão em mim

Deuses do Céu

Fácil ficar triste a noite
Difícil é chorar ao sol

Noite de mensageiros brilhantes
Céu azul, vazio de espectadores

Luzes de estrelas que escorrem como lágrima
Luz do sol que venha, nos teste, nos oprima

Mal sinto o olhar pálido desta
Queima-me o julgamento deste
Mal funesta
Me arrependeste

Sol, solidão
Lua, lástima

Difícil est sol estar
Difícil est sem tu ficar

Sol

Ilumina-me com seu esplendor
Luz pura e quase intocada
Algum novo tipo de ditador,
Linda e terrivelmente sofisticada

Ainda que os raios
toquem a sarjeta,
por esta não se contamina

Amores? Vários
irradiam sobre esse planeta
Mais poderosos que cetamina

Mas só com você,
algo maior,
muito melhor,
alma tão doce

Desculpa não ser
não estar
não poder
não contestar

Pois não mereço nem olhar
para algo tão belo quando
o sol que vai nos iluminar
assim que a lua ir minguando