Coerência II

As margens plácidas
banhada por águas ácidas

O poderoso agronegócio
Fazendo solo tóxico

E a defensiva polícia
Que serve de milícia

Tudo sustentado com a mágica
dessa mídia mística
Capaz de tornar de forma trágica
O pobre em estatística

Certas lágrimas não secam

Nihil lacrima citius arescit
ou “passa todo o sofrimento que existe”
Pouco importa
se em português, latim
ou letras tortas
Tudo passa assim

E mesmo sabendo desse triste fato
não deixo de pensar em que passou
e esperar você passar aqui de imediato

Teríamos como ter aquela conversa?
Ou quem sabe nos perdoar por fatos quaisquer?

Quem me dera, se tu fosse uma simples mulher

E eu um simples rapaz

Mas agora, esse poema fica pra trás