As margens plácidas
banhada por águas ácidas
O poderoso agronegócio
Fazendo solo tóxico
E a defensiva polícia
Que serve de milícia
Tudo sustentado com a mágica
dessa mídia mística
Capaz de tornar de forma trágica
O pobre em estatística
Compilado de escritos
As margens plácidas
banhada por águas ácidas
O poderoso agronegócio
Fazendo solo tóxico
E a defensiva polícia
Que serve de milícia
Tudo sustentado com a mágica
dessa mídia mística
Capaz de tornar de forma trágica
O pobre em estatística

Mais fácil permanecer vazio
do que enfrentar o teu sorriso
nesse dia frio

Triste verdade
Que descobri tarde
Devo vir de marte
Fico só em qualquer
Parte

o c
de obedecer
se não combater retorna
a você e
quando menos v em reviver
acaba em se foder

Essas palavras na poesia veja que
não representa mais nada
Como quando disse você
me amar naquela madrugada

Ar de Paris
Revolução sob o nariz
Ai do meu país
Quando vier força motriz
a quem sobrevive por um triz





Não me deixar na mão
Há tempos e tal
Atemporal
Contramão do bom senso
Eu que contigo sento
Nihil lacrima citius arescit
ou “passa todo o sofrimento que existe”
Pouco importa
se em português, latim
ou letras tortas
Tudo passa assim
E mesmo sabendo desse triste fato
não deixo de pensar em que passou
e esperar você passar aqui de imediato
Teríamos como ter aquela conversa?
Ou quem sabe nos perdoar por fatos quaisquer?
Quem me dera, se tu fosse uma simples mulher
E eu um simples rapaz
Mas agora, esse poema fica pra trás
Não sei me despedir
Hasta la vista baby
O tempo me fez ter que sumir
Bon voyage, tschüss
Talvez a gente se esbarre por aí
Tchau, beijos e cuidado
Eu tenho meia duzia de coisas pra ainda fazer aqui
Será que vou acordar um dia
E não ter o que falar?
Tudo já ter sido escrito
Os bons e maus conselhos ouvidos
Minha língua anestesiada
Tudo perdido
Será que um dia minha poesia morre?