(Poema sem nome)
Nada tão comum
que não possa chamá-lo meu
Nada tão mole
que não posso dizê-lo osso
Nada tão duro
que não possa dizer posso
A Montanha
Nem tão longe que eu não possa ver
Nem tão perto que eu possa tocar
Nem tão longe que eu não possa crer que um dia chego lá
Nem tão perto que eu possa acreditar que o dia já chegou
No alto da montanha, num arranha-céu
No alto da montanha, num arranha-céu
Se eu pudesse, ao menos
Te contar o que se enxerga lá do alto
Com céu aberto, limpo e claro ou com os olhos fechados
Se eu pudesse, ao menos, te levar comigo lá
Pr’o alto da montanha, num arranha-céu
Pr’o alto da montanha, num arranha-céu
Sem final feliz ou infeliz…atores sem papel
No alto da montanha, à toa, ao léu
Nem tão longe, impossível
Nem tampouco lá… já
No alto da montanha, num arranha-céu
No alto da montanha, num arranha-céu
Sem final feliz ou infeliz…atores sem papel
No alto da montanha, num arranha-céu